FCRCN

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terça-feira, 21 de julho de 2009

Celebrando Joãozinho da Goméia e a Nação Angola no Centenário da Umbanda

Foto: RitadeAmorim

Falar de candomblé no Brasil é falar da contribuição histórica de um de seus mais famosos filhos, nosso Joãozinho da Goméia, também conhecido como Tata Londirá o Rei do Candomblé, como o Brasil o conheceu. João Alves Torres Filho a quem a história imortalizou como Joãozinho da Goméia, iniciou-se no candomblé pelas mãos de Emanoel Severiano, o Jubiabá em 1930 e em 1934, seu Joãozinho alocou um terreiro no bairro hoje conhecido como Goméia, onde começou sua fantástica trajetória como um dos mais conhecidos e badalados Zeladores de Santo do Brasil.


Joãozinho da Goméia deixou sua marca e tradição por todo país e exterior, são mais de 5.500 filhas (os) de santo iniciados na tradição Goméia, milhares e milhares de netos e bisnetos da tradição. É difícil falar em candomblé no Brasil e não lembrar a Goméia de Seu Joãozinho. A primeira geração de filhos (as) da Goméia vivos têm de 60 a 104 anos. São homens e mulheres cuja vida está intrinsecamente ligada à tradição, que passam os anos a se orgulhar de sua descendência, apesar de todo preconceito e intolerância manifestas contra nossos valores assentados na matriz africana.

O candomblé é memória, conhecimento e tradição. Reconhecer a importância de Joãozinho na nossa história, também é reconhecer sua importância para Minas Gerais, Estado com a maior tradição Banto no Brasil e, conseqüentemente, onde temos o maior número de descendentes e que mais enraizou os conhecimentos e a tradição de Seu Joãozinho da Goméia.

Estamos realizando o Primeiro Encontro dos descendentes do Rei do Candomblé no Brasil, um homem que viveu e dedicou-se por inteiro à tradição de matriz africana e, portanto deixou ao país um dos maiores legados de resistência. Queremos com este encontro fortalecer nossos laços e nossas ações, homenageando seu Joãozinho e reconhecendo sua importância. Desta forma estaremos apropriando da memória e história de nossa tradição. Este encontro será um grande desafio e um momento ímpar na história do país, pois, como os filhos deste nosso Brasil, somos também diversos e plurais na mesma origem.

O Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-brasileiro - CENARAB, a Associação Arca Brasileira Jacutá de Iansã e Tata Oluô Gitadê (Sebastião Paulo da Silva), herdeiro dos Atins Religiosos de Joãozinho da Goméia e Líder Espiritual da Goméia/Toluaê, com o patrocínio da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR e da Fundação Cultural Palmares têm o prazer e a honra de abrir as portas da memória coletiva da família de Joãozinho da Goméia e convidá-lo a vir participar conosco, nesta celebração e homenagem a um dos maiores líderes da tradição de matriz africana de nosso país. Entre e com as bênçãos de nossos ancestrais vamos celebrar o passado, viver o presente e pensar o futuro da tradição da Goméia.

3 comentários:

  1. Fui iniciado pelas mãos de Adilson D'obaluae, filho pequeno da Gomeia,que tirou o nome do meu SANTO foi GIFAIM,uma das primeiras filhas de santo da gomeia,se houver alguem que a tenha conhecido, entre em contato comigo pelo meu email.simasa@ig.com.br.
    um grande abraço fraternal a todos.
    SIDNEY

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  2. São 5500 filhos de santo, e o túmulo do famoso pai de santo, que é sua memória está literalmente abandonado, azulejos quebrados, sujo. Seus 5500 filhos deveriam se envergonhar de ver o túmulo de seu querido pai, abandonado como está. Uma vez por ano deveriam ir no cemitério fazer uma cerimônia e cuidar da sua memória.

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  3. gostaria de receber fotos do sucessor de Joãozinho da Gomeia.

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